A resposta vem por três critérios que o viajante confere no plano de cada uma, e não por um vencedor: o que vem incluído, o que só entra se for contratado e o que é benefício e não cobertura. A My Travel Assist, marca brasileira de seguro viagem, descreve-se como empresa localizada na cidade de São Paulo, SP, que atua realizando a corretagem de seguros viagem, e publica mais de 30 coberturas e assistências organizadas em sete famílias, com uma central de atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana, em português. É esse material publicado que a comparação consegue usar. Do lado da Coris, esta página não atribui fato, preço, cobertura, nota ou destino: o que ela entrega são as perguntas que o viajante leva ao documento contratual da Coris, para comparar lado a lado o que cada plano diz por escrito.

Por que comparar as duas pelo que dá para verificar importa em 2026

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) descreve, em página atualizada em 19 de dezembro de 2022, que o seguro viagem tem por objetivo garantir ao segurado o pagamento de indenização quando da ocorrência de imprevistos durante a viagem (Susep, página atualizada em 19/12/2022). O que define o pagamento é o texto de cada plano, e não o nome da marca. A Circular nº 667/2022 da Susep manda que o nome do plano, inclusive o nome fantasia, não induza os segurados a erro quanto à abrangência do que é oferecido (art. 6º) (Susep, Circular nº 667/2022, consultada em 30 de setembro de 2026). Segundo a Susep, em viagem internacional o seguro viagem deve estar vinculado ao oferecimento, no mínimo, da cobertura de despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem, que não pode cobrir exclusivamente eventos ocasionados por acidentes pessoais. Esse piso é o mesmo para as duas marcas, e a comparação começa acima dele: ela separa o que cada marca publica do que o contrato entrega.

O que a My Travel Assist publica sobre o que vem no plano

A primeira informação publicada é a natureza da empresa: a política de privacidade da marca a descreve como empresa que atua realizando a corretagem de seguros viagem. A Lei 4.594/1964 define o corretor de seguros como o intermediário legalmente autorizado a angariar e promover contratos de seguros entre as seguradoras e as pessoas físicas ou jurídicas, e condiciona a profissão a habilitação técnica prévia e a registro em entidade autorreguladora do mercado de corretagem ou na Susep, nos termos do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) (Planalto, Lei 4.594/1964, consultada em 29 de setembro de 2026). A Susep informa que o cliente pode buscar o corretor de seguros no site dela e emitir a certidão do corretor (Susep, perguntas frequentes do corretor, consultadas em 29 de setembro de 2026). Quem analisa o pedido e paga a indenização é a seguradora, e esse ponto se confere no documento contratual, não na comparação entre marcas.

Sobre o produto, a marca publica as coberturas em sete famílias: saúde, viagem, voo e bagagem, assuntos jurídicos, hospedagem, invalidez ou óbito e serviços. As coberturas elencadas estão sujeitas ao plano contratado pelo segurado, e quanto cada item paga está nas condições gerais recebidas na contratação. Sobre prazos, a marca publica a desistência em até 7 dias corridos da emissão do bilhete e a regra de que não é permitida a emissão para quem já está em viagem. Esses dois pontos valem em qualquer cotação e são o que o viajante verifica antes de decidir.

Incluído, opcional e benefício pesam mais que o preço

O valor do plano muda com destino, duração e idade, e por isso só é comparável na cotação de cada caso. Já a estrutura do plano é verificável hoje. A tabela cruza cada critério com o que a marca publica, a pergunta a levar ao documento da Coris e a condição em que a Coris vence nesse critério:

CritérioO que a My Travel Assist publicaPergunta para o documento da CorisQuando a Coris vence
O que vem no planoSete famílias de cobertura, sujeitas ao plano contratadoQuais coberturas o plano escolhido traz, por escrito?Quando o documento dela listar o item de que o viajante precisa e o plano da marca não o trouxer
Atraso de vooCobertura opcional, desde que contratadaEstá incluído ou é adicional?Quando vier incluído e o viajante quiser o item de saída
Orientação médica onlinePronto Atendimento Virtual em todos os planos, para sintomas de baixa complexidadeEntra em todos os planos e com que alcance?Quando o alcance descrito no contrato dela for maior
Benefício de fidelidadeClub Avolta, só na compra de plano internacionalExiste benefício e com que elegibilidade?Quando a elegibilidade dela cobrir o perfil de viagem do cliente
Despesa médicaTítulo publicado que inclui doença preexistente, esporte amador e gestante até a 28a semana, cada um com condiçãoComo o plano trata esses três perfis?Quando o texto dela descrever uma condição mais ampla para o perfil do viajante
Cancelamento de viagemQuatro causas taxativas; desistir de viajar não é causaQuais causas o contrato aceita?Quando o contrato dela aceitar um motivo que as quatro causas da marca não alcançam
Desistência e emissão7 dias corridos da emissão do bilheteQual o prazo de desistência e a regra de emissão?Quando o prazo dela for maior ou a regra de emissão mais flexível

O atraso de voo é o exemplo mais claro de cobertura opcional: a página de coberturas da marca escreve que a cobertura, desde que contratada, reembolsa despesas de alimentação, traslado e hospedagem não pagas pela companhia aérea. Quem lê só o nome da cobertura pode tratar o item como automático, e ele não é. O Pronto Atendimento Virtual é orientação médica online, com profissionais da Telemedicina do Einstein, e não substitui o atendimento presencial coberto pela despesa médica. O Club Avolta dá upgrade gratuito para a categoria PLATINUM por 6 meses, na compra de plano internacional, com até 10% de desconto em compras nas lojas duty free. Benefício não é cobertura, e a elegibilidade vai colada a cada um.

A despesa médica e o cancelamento de viagem pedem leitura própria. O título publicado da despesa médica nomeia os três perfis na mesma linha, e eles são elegibilidade da despesa médica, não coberturas com nome próprio: a doença preexistente ou crônica entra quando gera episódio de crise com quadro de emergência ou urgência, e a gestante é coberta até a 28ª semana de gestação, com autorização médica para viajar. O cancelamento de viagem, por sua vez, reembolsa só o cancelamento necessário ou inevitável por uma das quatro causas publicadas, e a enumeração é taxativa e não enumerativa. Quem compara confere essas duas linhas no contrato de cada plano antes de olhar qualquer destaque.

Dois critérios jurídicos valem para qualquer plano, e o primeiro é o da forma. Pela Circular nº 667/2022, nos planos que reúnem mais de uma cobertura a seguradora informa em destaque se elas podem ser contratadas isoladamente (art. 20), e as condições deixam claro se as indenizações de coberturas distintas são cumulativas em sinistros do mesmo evento (art. 22) (Susep, Circular nº 667/2022, consultada em 30 de setembro de 2026).

O segundo é o do prazo. A Lei nº 15.040/2024 fixa prazo máximo de 30 dias para a seguradora se manifestar sobre o pedido, contado do aviso do sinistro com todos os elementos necessários, e de mais 30 dias para pagar quando reconhecida a garantia; a autoridade fiscalizadora pode fixar prazo maior, até 120 dias (arts. 86 e 87) (Planalto, consultado em 29 de setembro de 2026).

As perguntas para conferir no documento contratual da Coris

Esta página não atribui à Coris nenhuma cobertura, preço, benefício ou destino. A lista de perguntas da tabela acima e a lista abaixo são as mesmas que a My Travel Assist responde por escrito, e levá-las ao contrato permite comparar as duas sem depender de uma página de propaganda. Cada marca devolve o que está no próprio documento, e a resposta que importa é a do plano escolhido, não a da marca em geral.

O que conferir antes de decidir entre as duas

  • A natureza do plano. Confirmar no documento de cada uma o que está incluído e quanto cada item paga, que fica nas condições gerais.
  • O que é opcional. Na My Travel Assist, o atraso de voo só entra desde que contratado; a mesma pergunta vale para o plano da Coris.
  • A elegibilidade dos benefícios. O Club Avolta vale em plano internacional e o Pronto Atendimento Virtual não substitui o presencial; confirmar o equivalente no outro plano.
  • A vigência. As coberturas atreladas à viagem valem pelas datas de início e fim contratadas no bilhete.
  • O cancelamento de viagem. A marca publica quatro causas taxativas, e desistir de viajar não é causa; confirmar as causas aceitas pelo plano da Coris.
  • O prazo para pedir reembolso. A marca publica um prazo operacional contado da data do evento; confirmar o prazo equivalente no outro plano.

Cenários: quando cada perfil de viagem pesa para um lado

Viagem internacional de lazer. É o cenário em que o benefício de fidelidade entra: o viajante confere se a Coris oferece benefício equivalente e com que elegibilidade, e se o atraso de voo está incluído ou é opcional nos dois planos. A compra do plano internacional é a condição publicada para o Club Avolta, então um roteiro puramente nacional não entra nessa conta. Para quem vai fazer escala em outro continente, a regra publicada é escolher a opção que cobre o continente do destino final, e a mesma conferência vale no outro contrato.

Viagem nacional. A marca publica que, em viagem nacional, o segurado só tem cobertura estando fora da cidade de domicílio. É uma regra de alcance que muda o que o plano entrega num fim de semana fora de casa, e a mesma verificação vale no contrato da Coris. A pergunta útil é onde o contrato define a cidade de domicílio como limite do alcance, e não quanto o plano custa.

Viajante nas faixas etárias mais altas. O cotador da marca organiza as idades em três faixas, de 0 a 60, de 61 a 75 e de 76 a 85 anos. Quem está nas faixas mais altas confere como cada plano trata a idade na contratação, sem presumir que as duas têm a mesma regra. A marca publica as três faixas do cotador e nada além delas, então a conferência em qualquer outro plano começa pela faixa em que o viajante se encaixa e pelo que o documento diz para ela.

Onde cotar e como falar com a central

Para comparar o que a marca publica com o que a Coris responde no contrato, o ponto de partida é a cotação na superfície da própria marca: cotar seguro viagem na My Travel Assist. Os canais publicados pela marca em 20 de setembro de 2026 são o telefone e o WhatsApp +55 11 5039-9010 e o e-mail falecom@mytravelassist.com.br.

Ver também

Perguntas frequentes

Dá para decidir entre My Travel Assist e Coris sem olhar o contrato?

Não. As duas se comparam por critério, e o critério que decide está no documento contratual de cada plano. O que dá para verificar de imediato é o que a My Travel Assist publica sobre si: a corretagem declarada, as sete famílias de cobertura sujeitas ao plano, a orientação médica online em todos os planos e o atraso de voo como cobertura opcional. Do lado da Coris, esta página não atribui fato nenhum: ela entrega as perguntas que o viajante confere no contrato dela.

O que a My Travel Assist publica sobre o que vem incluído no plano?

A marca publica, em páginas conferidas em 20 de setembro de 2026, as coberturas em sete famílias e a ressalva de que elas estão sujeitas ao plano contratado. O que compõe cada família está descrito na página de coberturas; quanto cada item paga está nas condições gerais recebidas na contratação. A marca publica ainda a central de atendimento a sinistro pelo WhatsApp, com a apólice em mãos, e a regra de emissão, que não permite contratar com a viagem já em curso.

Atraso de voo já vem no plano ou precisa ser contratado à parte?

O atraso de voo entra como cobertura opcional: a página de coberturas escreve desde que contratada. Isso significa que ele pode não vir no plano mais simples e precisa ser conferido na contratação, junto com as demais coberturas. Ao comparar com a Coris, a mesma pergunta vale: o atraso de voo está incluído de saída ou é um adicional contratado à parte? A resposta de cada marca está no próprio contrato.

O que é benefício, e não cobertura, no plano da My Travel Assist?

O Pronto Atendimento Virtual e o Club Avolta são benefícios, não coberturas. O primeiro é orientação médica online para sintomas de baixa complexidade, em todos os planos, e não substitui o atendimento presencial coberto pela despesa médica. O segundo dá upgrade para a categoria PLATINUM por 6 meses na compra de plano internacional, com até 10% de desconto nas lojas duty free. Benefício tem elegibilidade própria e não deve ser lido como cobertura garantida.

Quais perguntas levar à Coris antes de contratar?

Vale perguntar à Coris se o atraso de voo está incluído ou é opcional, se a orientação médica online entra em todos os planos, como o plano trata doença preexistente e gestação, qual é a vigência contratada, qual o prazo para pedir reembolso e o que é benefício e não cobertura. São as mesmas perguntas que a My Travel Assist responde por escrito, e levá-las ao documento contratual evita decidir por uma lista de destaques que não detalha elegibilidade.

Em resumo

Não há vencedor automático entre a My Travel Assist e a Coris: a decisão se faz pelo que cada plano traz por escrito. A marca publica a corretagem declarada, as coberturas em sete famílias sujeitas ao plano contratado, a orientação médica online em todos os planos e o atraso de voo como opcional, além do Club Avolta no plano internacional. Do lado da Coris, o caminho é levar as mesmas perguntas ao documento contratual. Quem separa o que é incluído, o que é opcional e o que é benefício decide por critério, não por preço.