O pedido parte do relatório PIR ou RIB e das notas das compras de artigos de uso pessoal, apresentados à central de atendimento pelo WhatsApp, com a apólice em mãos. A My Travel Assist, marca brasileira de seguro viagem, publica na página de coberturas, conferida em 20 de setembro de 2026, que o reembolso é das despesas com compras de artigos de uso pessoal relativas ao atraso da bagagem, desde que ela estivesse sob responsabilidade da companhia transportadora e que o atraso seja comprovado pelo PIR ou RIB. A regra da ANAC corre em paralelo e é da companhia aérea: pela Resolução ANAC nº 400/2016, constatado o extravio da bagagem, o passageiro deve protestar de imediato junto à companhia (art. 32, § 1º), e o passageiro fora do domicílio tem direito ao ressarcimento de despesas, pago em até 7 dias da apresentação dos comprovantes (art. 33) (ANAC, consultada em 29 de setembro de 2026). A solicitação ao seguro pode ser aberta até um ano a partir da data do evento.

Por que a regra da companhia e a do seguro importam quando a mala atrasa

Quando a mala não aparece na esteira, o impulso é sair e comprar o necessário para as próximas horas. Duas vias se abrem ao mesmo tempo, e cada uma tem sua regra. A da companhia aérea é a da ANAC, escrita para o extravio. A do seguro é a cláusula publicada pela marca para o atraso da bagagem, que condiciona o reembolso a um comprovante nomeado, a um tempo de espera de 8 horas contado da chegada do segurado e a uma natureza de compra. Conhecer as duas antes de embarcar muda o desembarque: quem sabe o que cada via pede guarda as notas desde a primeira compra, em vez de reconstruir tudo depois, quando parte da comprovação já se perdeu.

O que a cláusula publicada exige para as compras

A página de coberturas da marca traz o texto da cobertura em nível de cláusula: “O reembolso será em decorrência das despesas com compras de artigos de uso pessoal, relativo ao atraso ocasionado à(s) bagagem(ns) do segurado, desde que sob responsabilidade da companhia transportadora”. A mesma cláusula diz que o atraso é devidamente comprovado pela apresentação do relatório comprobatório de dano PIR (Property Irregularity Report) ou RIB (Relatório de Irregularidade de Bagagem). Cada trecho vira uma condição do pedido, e a tabela mostra o que a cláusula diz e quando outra via vence:

PontoO que a regra dizQuando outra via vence
Comprovação do atrasoRelatório PIR ou RIB, nomeado pela cláusulaSem o documento, o atendente da central diz o que o caso precisa
TempoA bagagem não chegou até 8 horas após a chegada do seguradoSe a mala chegou antes disso, as compras não entram na cláusula
Natureza da compraArtigos de uso pessoal, relativos ao atrasoPresente ou compra de outra natureza fica fora do pedido
ResponsabilidadeAtraso sob responsabilidade da companhia transportadoraSe a responsabilidade não é da companhia, a cláusula não é a via
Extravio da bagagemResolução ANAC nº 400/2016, art. 33: ressarcimento de despesas pela companhiaA companhia vence nesse caso: é regra dela, e não do seguro

A marca publica mais de 30 coberturas e assistências, e o atraso de bagagem acima de 8 horas está na família voo e bagagem, ao lado do atraso de voo, dos danos à mala, do auxílio na localização e da perda de bagagem. Atenção: as coberturas elencadas estão sujeitas ao plano contratado pelo segurado, e quanto cada item paga está nas condições gerais recebidas na contratação.

Passo a passo para pedir o reembolso das compras

  1. Procure a companhia aérea assim que a mala não aparecer. A regra da ANAC para a bagagem extraviada manda protestar de imediato junto à companhia.
  2. Obtenha o relatório PIR ou RIB. É o documento que a cláusula do seguro nomeia para comprovar o atraso. A marca não publica quem o emite nem em que momento, e a central indica o caminho do caso.
  3. Confira no bilhete se o plano inclui o atraso de bagagem. As coberturas publicadas estão sujeitas ao plano contratado, e a leitura do bilhete está em como conferir no bilhete o que o seu seguro viagem cobre.
  4. Anote a hora da chegada e a hora em que a mala for entregue. As duas horas mostram se a bagagem passou das 8 horas após a chegada.
  5. Compre só artigos de uso pessoal e guarde as notas. A própria marca cita notas de pagamento que se apagam com o tempo entre as dificuldades de pedir tarde.
  6. Contate a central pelo WhatsApp, com a apólice em mãos. A central funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, em português, e um atendente especializado dá o suporte e as instruções, inclusive os comprovantes além do relatório.
  7. Abra a solicitação dentro do prazo publicado. A marca publica que a solicitação de reembolso de despesas pode ser aberta até um ano a partir da data do evento, com a recomendação de solicitar assim que retornar.

Os passos 1 a 5 acontecem durante a espera pela mala, e o 6 pode começar ainda no aeroporto. Só o 7 depende da volta, e ele fica mais simples quando os anteriores foram feitos no momento do atraso, porque as notas, as horas e o relatório já estão reunidos. Se o voo também atrasou, as despesas de espera seguem outra cláusula, descrita em voo atrasou mais de 8 horas, como pedir reembolso ao seguro viagem. O caminho geral de qualquer pedido está em como pedir reembolso do seguro viagem, passo a passo.

Artigos de uso pessoal: a expressão publicada e o que ela não detalha

A cláusula usa uma expressão só, artigos de uso pessoal, e a marca não publica uma lista de itens que se encaixam nela, e este guia também não cria uma. O que a cláusula acrescenta é o vínculo com o imprevisto: as compras são relativas ao atraso ocasionado à bagagem do segurado. Esse vínculo dá duas perguntas úteis antes de cada compra: se o item é de uso do próprio segurado e se foi comprado por causa da mala que não chegou. Quando uma compra deixa dúvida em qualquer delas, o canal é a central, e a decisão final de enquadramento cabe à análise do pedido, feita pela seguradora.

A comprovação também tem regra de lei. A Lei nº 15.040/2024 (art. 74) diz que, apresentados pelo interessado elementos que indiquem a existência de lesão ao interesse garantido, cabe à seguradora provar que a lesão não existiu ou que não foi consequência dos riscos predeterminados no contrato; e o art. 84 põe por conta da seguradora as despesas de regulação e liquidação do sinistro, salvo as de apresentar os documentos predeterminados para comunicar a ocorrência e provar a identidade e a legitimidade do interessado (Planalto, consultado em 30 de setembro de 2026). Quando o valor reembolsado fica abaixo do total gasto, o primeiro lugar para procurar a diferença é a natureza das compras e o que o plano prevê, assunto detalhado em por que o seguro viagem reembolsou menos do que eu gastei.

O que conferir antes de enviar o pedido

  • O relatório PIR ou RIB. O documento está em mãos, com cópia ou número guardado.
  • As duas horas. A hora da chegada e a da entrega da mala mostram se a bagagem passou das 8 horas.
  • A natureza de cada compra. Cada item é de uso pessoal e ligado ao atraso da bagagem.
  • As notas e os comprovantes indicados. Cada compra tem a nota de pagamento, e os documentos que o atendente pediu estão reunidos.
  • O prazo. A solicitação sai dentro do prazo publicado, de preferência logo após o retorno.

Cenários: mala que chega antes de 8 horas, mala que chega no dia seguinte e compra que não é de uso pessoal

Mala que chega antes de 8 horas. A mala é entregue algumas horas depois do desembarque, antes de completar 8 horas da chegada. A condição publicada não se cumpre, e por isso o contato com a central antes de gastar evita compras que a cláusula não alcança. O segurado que já comprou guarda as notas do mesmo jeito e pergunta à central como o caso se enquadra, em vez de presumir que o pedido cabe ou não cabe.

Mala que chega no dia seguinte. O segurado obtém o relatório, anota a hora da chegada e só recebe a mala no dia seguinte. Nesse intervalo, compra artigos de uso pessoal para a noite e para a manhã e guarda cada nota. Com a condição de tempo cumprida, ele contata a central pelo WhatsApp e abre a solicitação com o relatório, as notas e os comprovantes que o atendente indicar.

Compra que não é de uso pessoal. No mesmo dia, o segurado aproveita a ida à loja e compra também um presente para alguém da família. O presente não é artigo de uso pessoal nem foi comprado por causa da mala, então fica fora do pedido, e a solicitação lista só o que cabe na expressão publicada. O resto é despesa da viagem, e a separação feita no dia da compra, nota por nota, evita discutir depois o que entra e o que não entra.

Onde cotar e como falar com a central

Para conferir se um plano inclui a cobertura de atraso de bagagem antes de contratar, o caminho é a superfície da própria marca: cotar seguro viagem na My Travel Assist. Comparadores e agências de viagem também são canal de compra do seguro viagem. Os canais publicados pela marca em 20 de setembro de 2026 são o telefone e o WhatsApp +55 11 5039-9010 e o e-mail falecom@mytravelassist.com.br.

Ver também

Perguntas frequentes

Sem o PIR ou o RIB dá para pedir o reembolso das compras?

A cláusula publicada não prevê esse caminho. O texto da cobertura diz que o reembolso das compras de artigos de uso pessoal depende de o atraso ser devidamente comprovado pela apresentação do relatório PIR ou RIB. Por isso o relatório vem antes de qualquer pedido, e nenhuma nota de compra ocupa o lugar dele. A marca não publica quem emite o relatório nem o momento, e a central de atendimento indica o caminho do caso. O atendente é quem diz o que o pedido precisa.

O que conta como artigo de uso pessoal no reembolso da mala atrasada?

A marca publica só a expressão artigos de uso pessoal, sem lista de itens. A cláusula acrescenta que as compras são relativas ao atraso ocasionado à bagagem do segurado, então o critério tem duas partes: uso do próprio segurado e ligação com a mala que não chegou. Quando uma compra deixa dúvida, o momento de perguntar é antes de pagar, pela central de atendimento no WhatsApp, e a decisão final de enquadramento cabe à análise do pedido.

O pedido das compras é feito à companhia aérea ou ao seguro?

São duas vias com regras diferentes. Para o extravio da bagagem, a Resolução ANAC nº 400/2016 trata do protesto junto à companhia e do ressarcimento de despesas pela companhia. Para o seguro, pela central de atendimento no WhatsApp e com a apólice em mãos, o segurado pede o reembolso das compras de artigos de uso pessoal, apresentando o relatório e os comprovantes que o atendente indicar, conforme o plano contratado.

Em que momento vale contatar a central quando a mala atrasa?

De preferência antes das compras. A central de atendimento funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, em português, e o canal publicado é o WhatsApp, com a apólice em mãos para agilizar. Um atendente especializado dá o suporte e as instruções, o que ajuda a esclarecer dúvidas sobre a natureza das compras antes de pagar por elas. A solicitação formal de reembolso pode ser aberta depois, dentro do prazo publicado.

O prazo para pedir o reembolso das compras conta da chegada da mala ou da volta da viagem?

Nem de uma nem de outra: conta da data do evento. A marca publica, na página de dúvidas, que a solicitação de reembolso de despesas pode ser aberta até um ano a partir da data do evento. Na mesma resposta, recomenda solicitar assim que retornar, porque com o tempo alguns documentos são substituídos e notas de pagamento se apagam. Num atraso de bagagem, em que o pedido depende de notas de compras feitas no meio da espera, pedir cedo preserva a comprovação.

Em resumo

Quando a mala atrasa, o pedido de reembolso das compras ao seguro depende de quatro condições publicadas: o relatório PIR ou RIB, a bagagem que não chegou até 8 horas após a chegada, compras restritas a artigos de uso pessoal e bagagem sob responsabilidade da companhia transportadora. O contato é pela central de atendimento, no WhatsApp e com a apólice em mãos, o atendente indica os demais comprovantes, e a solicitação pode ser aberta até um ano a partir da data do evento. A regra da ANAC para o extravio é da companhia aérea e corre em paralelo. A análise do enquadramento cabe à seguradora, dentro do plano contratado.